Enoturismo no Chile cresce 12% ao ano

Crescimento se deve pela diversificação da oferta de passeios diferenciados, como cavalgadas e ciclismo

 

Cavalgadas pelos vinhedos tem atraídos os enófilos.

Cavalgadas pelos vinhedos tem atraídos os enófilos.

 

O enoturismo no Chile registrou crescimento de 12% nos últimos meses. Os números foram divulgados pela subsecretaria de Turismo do Chile. A maior parte dos “enoturistas” que passam pelo Chile é estrangeira (80% deles) e, nesse grupo, o maior número vem do Brasil, seguido por europeus e canadenses. O gerente de operações da Rota do Vinho do Maipo Alto, Camilo Pereda, explica que o crescimento se dá pela diversificação da oferta de passeios dentro das vinhas, que fazem atividades além do clássico tour pela vinícola. Durante os últimos anos, o básico (tours dos vinhedos, salas de vinificação e adegas) foi complementado por atividades como cavalgadas, ciclismo, aulas de gastronomia e passeios por monumentos históricos. Em 2012, cerca de 80 vinícolas estiveram abertas ao turismo – número que corresponde a 21% do total de bodegas – sendo os principais destinos a região Metropolitana (25%), Valparaíso (25%), O’Higgins (23%), Maule (16%), Biobío (6%) e Coquimbo (5%).

 

Certificação de manejo biodinâmico
A vinícola da família Matetic, situada a cerca de 100 km da capital Santiago, acaba de receber a certificação biodinâmica da consultoria alemã Demeter. Lançado na década de 1950, o selo identifica produtos do gênero em todo o mundo. Entre as exigências para sua obtenção estão a adoção de práticas de conservação de solos sem o uso de fertilizantes químicos e o cultivo sem sementes transgênicas ou agrotóxicos. A empresa trabalhava para obter o aval da Demeter há cerca de dez anos. Além da questão ética, ligada à preservação da natureza, a adoção das práticas exigidas para a obtenção da certificação tem efeito direto sobre o sabor dos vinhos produzidos na Matetic.

 

Vinícola Matetic/Divulgação