Investimento em tecnologia e organização da propriedade

Família Fabian, de Nova Pádua, tem estrutura modelo. Por lá
ocorrem cutlivos de cebola, alho, tomate, uva e pimentão

Página 14

Na estrutura feita para abrigar as uvas de mesa, a família Fabian aproveitou para produzir tomates até que as parreiras estão pequenas.

Página 14 - 2

Valdomiro e família colhem cerca de
200 mil quilos de cebola por ano.

Página 14 - 3

Valdomiro e família colhem cerca de
200 mil quilos de cebola por ano.

Culturas diversificadas, planejamento de produção e organização do sistema do serviço destacam a família Fabian, no interior de Nova Pádua. Os 32 hectares de terra, que foram herdados das gerações que antecederam, hoje são cultivados pelos filhos de Pedro Fabian: Valdomiro, 43 anos, e Odair. Os irmãos trabalham em parceria, sempre com confiança e ligação um no trabalho do outro. Valdomiro trabalha voltado na gerência dos custos e lucros e é responsável pela entrega dos produtos em Porto Alegre. Já Odair administra a logística da execução do trabalho e acompanha de perto cada etapa dos cultivos. “É preciso trabalhar juntos e em família, pois dependemos que todo o processo seja bem executado”, destaca Valdomiro.
O ano é praticamente tomado pelos períodos de safra e plantio. Na propriedade são cultivadas cebola, alho, tomate, uva e pimentão. A maior renda se dá na safra da cebola pela quantidade produzida, cerca de 200 mil quilos. Para o trabalho é preciso terceirizar mão de obra nos períodos de safra. São cerca de 12 funcionários, sendo que dois são fixos o ano todo.
Conforme a propriedade foi crescendo e produzindo mais os Fabian investiram em tecnologia para facilitar e padronizar o serviço, além de poupar em mão de obra. Câmaras frias para armazenamento, classificadoras de alho, cebola e tomate, maquinário para escoamento e sistema de irrigação e plasticultura foram investimentos feitos nos últimos anos, que que fizeram a propriedade crescer e se tornar modelo. “Na roça tudo é manual, plantio e colheita, mas como vendemos direto ao consumidor precisamos finalizar o processo ainda na propriedade, limpando, classificando e embalando os produtos”, explica Valdomiro.
Nos parreirais, o investimento maior é nas uvas de mesa para consumo. Para isso, os Fabian  apostam no cultivo orgânico para ganhar qualidade e garantir bom preço de venda. “É uma tendência que estamos nos adequando aos poucos. Não foi fácil convencer o pai a trocar as estruturas, mas hoje apostamos no retorno”, enfatiza o agricultor.
“O trabalho não é fácil, sob sol ou chuva, mas está valendo a pena. Hoje temos o resultado do trabalho do nosso pai, avô e bisavô nas mesmas terras, mas graças aos recursos de tecnologia podemos facilitar o serviço e produzir mais”, reconhece ele, que finaliza. “Queremos dar condições para que nossos filhos sigam administrando a propriedade. Gostaria que meu filho seguisse a profissão, mas sem passar por tudo o que passamos”.

Por: Danúbia Otobelli