
Conforme avaliação do presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Alceu Dalle Molle, o ingresso de vinho importado no Brasil voltou ao normal em termos percentuais, depois de um crescimento atípico em 2010, quando o acréscimo na entrada de rótulos estrangeiros aumentou 27%. “Como o selo de controle fiscal entrou em vigor em janeiro do ano passado, os importadores aproveitaram para fazer estoques em 2009”, explica. Agora o ritmo de importações voltou à média histórica de 2% a 3%, como em 2009, quando o crescimento nas importações de vinhos foi de 2%, interrompendo até uma pequena queda em 2008, quando entraram 57,9 milhões de litros contra 60 milhões de litros em 2007. “Ao contrário do que se dizia, o selo fiscal não atrapalhou as importações de vinhos, só ajudou a normalizar o mercado”, observa Dalle Molle.
Desempenho por país
O levantamento do Ibravin junto ao Mdic ainda demonstra que ampliou-se a oferta de vinhos estrangeiros no Brasil. Em 2010, quatro países – Chile, Argentina, Itália e Portugal – foram responsáveis pelo envio de quase 90% do vinho importado ao Brasil. A situação mudou em 2011, com a queda para 72% do total na participação dos vinhos chilenos, argentinos, italianos e portugueses à venda no país. A alteração é decorrente do aumento da entrada de vinhos espanhóis (+32%), australianos (+95%), neozelandeses (+46%) e gregos (+97%). E também à queda nas importações de vinhos argentinos (-2%) e a estabilização dos chilenos (+0,75%). Quem mais perdeu mercado no Brasil foram os vinhos britânicos (-79%) e africanos (-46%).
Os chilenos continuam na liderança do ranking de maiores exportadores de vinho ao nosso país, com o envio de 26,7 milhões de litros em 2011. O Chile, sozinho, vendeu 37% a mais do que todo o volume de vinhos finos brasileiros comercializados no mercado interno, que somou 19,5 milhões de litros no ano passado. A Argentina segue na segunda posição, com 17,7 milhões de litros colocados no ano passado. Em terceiro, aparece a Itália, que mandou 13,1 milhões de litros de vinhos ao Brasil em 2010, praticamente o mesmo volume de 2010. E Portugal exportou 8,6 milhões de litros no ano passado, um saldo positivo de 6,2% sobre o mesmo período do ano anterior.
A lista dos 10 países com maior volume de vinhos comercializados no Brasil ainda é composta, assim como no ano passado, pela ordem decrescente, por França (5,1 milhões/l, +20,4%), Espanha (2,8 milhões/l, +31,7%), Uruguai 1,3 milhão/l, +0,8%), África do Sul (053 milhão/l, -45,8%), Austrália (0,8 milhão/l, +95,2%) e Estados Unidos (0,37 milhão/l, +68,7%). Alemanha e Nova Zelândia permanecem na 11ª e 12ª posição.
Ranking dos países que mais exportaram vinhos estrangeiros para o Brasil
1º Chile
2º Argentina
3º Itália
4º Portugal
5º França
6º Espanha
7º Uruguai
8º África do Sul
9º Austrália
10º Estados Unidos
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