São Roque é o destino de enoturismo mais lembrado pelos paulistas, aponta pesquisa

Levantamento do Datafolha coloca cidade à frente de Chile, Itália e Argentina; inverno 2026 projeta 40 mil turistas por fim de semana

 

São Roque aparece como o principal destino de enoturismo citado espontaneamente na pesquisa Viaja São Paulo 2026, realizada pelo Datafolha, à frente de Chile, Itália e Argentina entre os entrevistados. O dado coloca a cidade paulista num patamar de reconhecimento relevante dentro do estado que concentra o maior mercado consumidor de vinhos do Brasil. No inverno de 2026, a cidade projeta receber entre 35 e 40 mil turistas por fim de semana, crescimento estimado em 20% em relação à temporada anterior.

A ocupação hoteleira já reflete esse movimento. Levantamento do Roteiro do Vinho junto aos empreendimentos associados aponta taxa superior a 80% nos finais de semana de julho e agosto, impulsionada principalmente por viagens curtas de moradores da capital paulista e da região metropolitana. O turismo doméstico segue em alta: a mesma pesquisa do Datafolha mostra que 91% dos entrevistados das classes A e B viajaram para outro estado brasileiro nos últimos 12 meses.

O Roteiro do Vinho reúne 53 empreendimentos associados, gera cerca de 2.400 empregos diretos e movimenta mais de 50 segmentos da economia local, entre hotéis, pousadas, restaurantes, vinícolas, queijarias, produtores rurais e prestadores de serviços. Para Leodir Ribeiro, presidente da associação, o modelo mostra como o enoturismo distribui renda além das porteiras das vinícolas. “Quando uma região investe em turismo de experiência, ela investe diretamente em emprego, renda e qualidade de vida. O turismo tem a capacidade de distribuir recursos por toda a economia local, fortalecer pequenos negócios e impulsionar o desenvolvimento regional de forma sustentável.”

O crescimento de São Roque como destino de enoturismo é relevante para o setor vitivinícola brasileiro como um todo porque mostra que o modelo de associativismo entre vinícolas, restaurantes, pousadas e pequenos produtores cria uma proposta turística mais robusta do que qualquer vinícola conseguiria construir individualmente. A cidade divide com a Serra Gaúcha o posto de principal polo de enoturismo do Brasil, mas chega a esse patamar por um caminho diferente. Sem Denominação de Origem consolidada e sem a escala produtiva gaúcha, construiu reconhecimento pela experiência oferecida ao visitante.

 

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