
A Chandon voltou a abrir ao público uma das experiências mais emblemáticas de sua operação em Garibaldi (RS), retomando o acesso recorrente dos visitantes aos bastidores da elaboração de espumantes. A reabertura do percurso produtivo, agora denominado “Tour Segredos da Chandon”, marca um novo movimento da vinícola dentro do avanço do enoturismo brasileiro e reforça uma estratégia que vem ganhando força no setor vitivinícola: transformar experiência em aproximação de marca, geração de valor e diversificação de receita.
A retomada ocorre em um cenário em que o turismo ligado ao vinho passa a ocupar papel cada vez mais relevante dentro das vinícolas. Dados do Global Wine Tourism Report 2025, da UN Tourism, apontam que dois terços das vinícolas pesquisadas consideram o enoturismo uma atividade lucrativa ou muito lucrativa. O turismo já representa, em média, cerca de 25% da receita desses empreendimentos.
No Brasil, levantamento do Sebrae mostra que 85% das vinícolas utilizam o enoturismo como ferramenta para ampliar faturamento, enquanto 63,7% apostam na diversificação de experiências como estratégia competitiva.
Nesse contexto, a retomada da visita técnica pela Chandon vai além da abertura ao público. Ela sinaliza uma movimentação alinhada à forma como o mercado vem se reorganizando para aproximar o consumidor do universo do vinho e do espumante por meio de experiências mais imersivas e educativas.
Única experiência recorrente da marca com acesso aos bastidores da elaboração, o Tour Segredos da Chandon permite ao visitante percorrer áreas produtivas da vinícola e acompanhar etapas do processo de elaboração dos espumantes. O roteiro inclui degustação de dois vinhos base — fundamentais para a construção dos rótulos — e degustação orientada de quatro espumantes da marca.
A circulação ocorre em áreas determinadas da unidade, respeitando protocolos técnicos e de qualidade ligados às certificações ISO 45001, 22000, 9000 e 14000.
Além da retomada do tour, a Chandon lançou “A Arte do Assemblage na Chandon”, experiência conduzida pela equipe de Enologia da vinícola e voltada a uma das etapas mais técnicas da elaboração de espumantes: a combinação de diferentes vinhos base para construção de equilíbrio, identidade e complexidade aromática.
Durante a atividade, os participantes degustam amostras de Pinot Noir, Chardonnay e Riesling Itálico, incluindo vinhos da safra 2026 e vinhos reserva, além de comparar o vinho base do assemblage Réserve Brut com o espumante finalizado. A experiência também permite que o visitante desenvolva sua própria proposta de assemblage, encerrando a atividade com degustação de rótulos da linha Chandon e entrega de certificado.
A estratégia acompanha uma transformação importante no comportamento do consumidor e na própria dinâmica da vitivinicultura. Mais do que vender produto, vinícolas passam a investir na construção de experiências capazes de ampliar repertório, aproximar novos públicos e inserir o vinho e o espumante em diferentes momentos de consumo.
Ao abrir espaços tradicionalmente restritos da produção e transformar conhecimento técnico em experiência turística, a Chandon reforça uma tendência cada vez mais presente no setor: a integração entre vitivinicultura, hospitalidade, turismo e posicionamento de marca.
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