
A indústria vitivinícola segue como principal motor dos investimentos em tanques e equipamentos no Brasil, enquanto pequenos produtores mantêm postura mais cautelosa diante do cenário econômico. A avaliação é da Jopemar, empresa com mais de duas décadas de atuação no fornecimento de soluções em aço inox para vinhos, suco de uva e bebidas, presente na Envase Brasil 2026, que encerra nesta quinta-feira (16), em Bento Gonçalves.
Segundo Natan Girardello, vendedor da empresa, o comportamento do mercado nos últimos anos tem sido puxado por indústrias mais estruturadas. “A indústria está mais aquecida e preparada para investir, enquanto o pequeno produtor tende a ser mais cauteloso, principalmente pela necessidade de planejamento e acesso a crédito”, explica.
Com atuação consolidada junto a vinícolas e cooperativas da Serra Gaúcha, a Jopemar acompanha de perto esse movimento. A empresa fornece tanques e equipamentos para diferentes etapas da produção, atendendo desde vinhos de mesa até vinhos finos, espumantes e suco de uva, além de atuar em outros segmentos da indústria de bebidas.
Para 2026, a percepção é de um mercado mais seletivo. A demanda por orçamentos segue ativa, mas com decisões mais espaçadas. “Existe bastante procura, mas muitos projetos ainda estão em fase de avaliação. A expectativa de fechamento neste ano é mais moderada”, afirma Girardello.
Esse cenário também se reflete nas estratégias comerciais. Segundo o vendedor, a empresa tem buscado maior flexibilidade nas condições, sem abrir mão da qualidade. “O cliente hoje busca confiança, atendimento próximo e segurança no processo. A gente trabalha para ajustar condições e manter o nível de entrega”, destaca.
Entre os principais critérios de decisão, a indústria tem priorizado fornecedores com histórico consolidado, assistência técnica e capacidade de personalização dos equipamentos. Nesse contexto, a proximidade com o cliente e o pós-venda ganham ainda mais relevância.
A presença na Envase Brasil reforça esse posicionamento, em um ambiente voltado à inovação e à geração de negócios nos setores de bebidas e alimentos. A feira reúne mais de 140 expositores e projeta movimentar cerca de R$ 120 milhões em negócios, conectando fornecedores e indústrias em busca de atualização tecnológica e novas parcerias.
A leitura da Jopemar indica que o setor não deixou de investir, mas passa por um momento de maior planejamento e racionalidade. Para a cadeia produtiva da uva e do vinho, o cenário aponta para um ciclo em que eficiência, qualidade e estratégia pesam mais do que expansão acelerada.
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